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Freira de 82 anos é assassinada e vítima de violência sexual em convento no Paraná

Crime ocorreu em Ivaí; inquérito da Polícia Civil do Paraná aponta homicídio e estupro qualificados, além de outros crimes, e foi encaminhado ao Ministério Público.

Publicado em 27 de Fevereiro de 2026 às 15:02

A freira Nadia Gavanski, de 82 anos, foi encontrada morta dentro do convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí, na região dos Campos Gerais do Paraná. De acordo com a Polícia Civil do Paraná, além de ter sido morta por asfixia, a religiosa também foi vítima de violência sexual.

O inquérito policial foi concluído nesta sexta-feira 27/02 e encaminhado ao Ministério Público do Paraná. Um homem foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada. O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades.

Segundo a investigação, o crime ocorreu por volta das 13h30 de sábado 21/02, após o suspeito pular o muro do convento. Ele foi abordado pela freira, que questionou o que fazia no local. Ao perceber a desconfiança da vítima, o homem a empurrou e, em seguida, a asfixiou para impedir que ela gritasse.

Conforme o delegado Hugo Santos Fonseca, o homicídio foi qualificado pelo uso de meio que dificultou a defesa da vítima e pela condição de vulnerabilidade da freira, que tinha mais de 60 anos e apresentava limitações motoras e de fala em decorrência de um AVC. O estupro qualificado foi confirmado por laudo pericial, que apontou lesões compatíveis com violência física e sexual.

As provas reunidas incluem imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue encontrados nas roupas do suspeito. Em depoimento, o homem afirmou ter consumido drogas e álcool antes do crime e disse ter ouvido vozes que o incentivaram a matar alguém. A perícia, no entanto, descartou versões que tentavam minimizar a natureza sexual do crime.

Após o homicídio, o suspeito foi visto por uma fotógrafa que trabalhava no convento. Ela relatou que ele estava nervoso, com roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Desconfiada da versão apresentada por ele, a mulher registrou imagens discretamente, o que foi fundamental para a identificação do autor.

O homem fugiu do local antes da chegada da polícia, mas foi localizado posteriormente em sua residência. Durante a abordagem, tentou escapar e agrediu policiais, sendo contido e preso. De acordo com a Polícia Civil, ele havia sido solto da prisão dois meses antes do crime e já possuía antecedentes por roubo, furto e violência doméstica.

Nadia Gavanski vivia no convento desde 1971 e dedicou mais de cinco décadas à vida religiosa. Mesmo após o AVC, permanecia ativa na rotina da congregação, sendo descrita pelas irmãs como uma pessoa humilde, confiante e profundamente devota.

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