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Homem encontrado decapitado e carbonizado em Guarapari é identificado como ex-réu do caso Araceli

O corpo encontrado decapitado e carbonizado em um sítio na região de Meaípe, em Guarapari, nesta terça-feira 03/02, foi identificado como sendo de Dante de Brito Michelini, de 76 anos.

Publicado em 05 de Fevereiro de 2026 às 11:01

Ele foi um dos réus no caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, ocorrido em 1973, e acabou absolvido pela Justiça.

 

A identificação foi confirmada por um irmão da vítima, que esteve na propriedade onde o corpo foi localizado. Segundo a Polícia Civil, uma testemunha estranhou a ausência do dono do sítio e, ao ir até o local, encontrou uma estrutura destruída pelo fogo, com o corpo em seu interior. O caso é tratado como homicídio, mas a causa da morte ainda está sob investigação. Até a última atualização, a cabeça da vítima não havia sido localizada.

 

Apesar do reconhecimento feito por familiares, a Polícia Civil informou que a confirmação oficial da identidade dependerá do resultado do exame de DNA. Dante pertencia a uma das famílias mais tradicionais do Espírito Santo. Seu avô, que também se chamava Dante Michelini, dá nome a uma das principais avenidas de Vitória. Ao longo dos anos, a família evitou se pronunciar à imprensa sobre o caso Araceli.

 

Dante de Brito Michelini foi um dos três principais acusados pela morte de Araceli Cabrera Crespo, que tinha 8 anos quando foi sequestrada, dopada, violentada, assassinada e teve o corpo carbonizado na capital capixaba. Em 1980, ele chegou a ser condenado, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo. Após uma nova análise do processo, que se estendeu por cerca de cinco anos, os réus foram absolvidos por falta de provas, e o crime acabou arquivado sem punições.

 

Em memória da menina Araceli, o dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, por meio da Lei Federal nº 9.970/2000. Todos os anos, a data é marcada por ações de conscientização e pela lembrança da impunidade no caso.

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