Mãe confessa à polícia ter matado os dois filhos e abandonado corpos em carro no Paraná
Crianças de 1 e 5 anos foram encontradas em um veículo na PR-436, entre Bandeirantes e Itambaracá. Mulher foi presa em flagrante por homicídio; Polícia Civil investiga a motivação.
Publicado em 06 de Novembro de 2026 às 08:52
Franciele Gawleta, mãe das duas crianças encontradas mortas em um carro entre os municípios de Bandeirantes e Itambaracá, no Norte Pioneiro do Paraná, confessou o crime em depoimento à Polícia Civil. A informação foi divulgada pelo delegado Denner Roque, responsável pela investigação.
Os corpos de um menino de 5 anos e de uma menina de 1 ano foram localizados na quarta-feira (4), em um veículo abandonado em uma ponte na PR-436, próximo ao Rio das Cinzas. A mãe foi localizada horas depois e presa em flagrante por homicídio.
De acordo com o delegado, Franciele afirmou que matou os filhos por sufocamento enquanto eles dormiam, em Arapongas, cidade onde mora. Após as mortes, segundo o relato prestado à polícia, ela colocou os corpos no carro e seguiu até o ponto onde abandonou o veículo.
O deslocamento entre Arapongas e o local onde as crianças foram encontradas é de aproximadamente 145 quilômetros, percurso que leva cerca de duas horas e meia de carro.
Antes de ser presa, Franciele enviou mensagens de áudio a um familiar informando que as crianças estavam no veículo. Na gravação, ela relatou ter deixado o carro aberto e pediu que alguém fosse até o local para socorrer os filhos.
A mulher foi encontrada nas proximidades de um pesque-pague. Segundo a polícia, pessoas que a avistaram acionaram a Polícia Militar, que fez o atendimento da ocorrência.
Disputa pela guarda é investigada
Conforme a Polícia Civil, os pais estavam envolvidos em uma disputa judicial pela guarda das crianças. O pai mora em Itambaracá, enquanto a mãe reside em Arapongas.
A investigação apura se o conflito familiar tem relação com o crime. Segundo o delegado, uma das hipóteses é que a mulher pretendesse impedir o contato do pai com os filhos. A motivação, porém, ainda não foi confirmada.
Os corpos foram encaminhados à Polícia Científica para a realização de exames. Embora a suspeita tenha relatado como teria cometido o crime, a causa das mortes permanece sob apuração. A Polícia Civil segue reunindo elementos para esclarecer as circunstâncias do caso.
Defesa afirma que suspeita colabora
Em nota, a defesa de Franciele, representada pela advogada Nádia Guaita Calixto Alves, informou que a suspeita está colaborando com as autoridades e que os fatos serão analisados no decorrer do processo legal.
A defesa também afirmou que as alegações serão confrontadas com os elementos presentes nos autos e pediu cautela diante de conclusões antecipadas. Ressaltou, ainda, a necessidade de respeito aos direitos da investigada e à presunção de inocência.