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Mato Grosso registra 28 casos e seis mortes por meningite em 2026; episódios recentes acendem alerta

Casos recentes em Sinop e Sorriso elevam preocupação, enquanto autoridades reforçam vacinação e monitoramento

Publicado em 28 de Abril de 2026 às 17:05

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) confirmou nesta terça-feira (28) que o estado já contabiliza 28 casos de meningite e seis mortes decorrentes da doença em 2026. O cenário tem gerado preocupação entre autoridades e população, especialmente após casos recentes envolvendo crianças e adolescentes nos municípios de Sinop e Sorriso.

Em Sinop, duas mortes chamaram atenção ao longo de abril. A adolescente Izabela Vitória Oliveira Pinto, de 13 anos, faleceu no último sábado (25), após nove dias de internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Dias antes, em 17 de abril, a menina Cecília Emanuelle Oliveira de Mello, de 5 anos, também morreu com quadro compatível com meningite bacteriana. Os casos tiveram grande repercussão e levaram à suspensão temporária de atividades escolares em unidades da região para desinfecção e cumprimento de protocolos sanitários.

Já em Sorriso, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou a morte de uma mulher de 40 anos, moradora da zona rural, no dia 19 de março. Outro óbito, de uma mulher de 36 anos registrado em 1º de abril, ainda está em investigação laboratorial. Segundo autoridades locais, não há evidência de ligação epidemiológica entre os casos de Sorriso e os registrados em Sinop.

Apesar do aumento das notificações, a SES-MT informou que o cenário não é classificado como surto. O secretário municipal de Saúde de Sinop, Érico Stevan, destacou que não há outros casos ativos no município no momento.

Vacinação e prevenção

A vacinação segue como principal estratégia de prevenção contra a doença. De acordo com a SES, a cobertura vacinal contra o meningococo C em crianças menores de 1 ano atinge 98,72% no estado. Em 2026, Mato Grosso recebeu 57.445 doses da vacina meningocócica C e 64.068 doses da vacina meningocócica ACWY, que protege contra sorogrupos importantes da doença.

As vacinas estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). No entanto, a vacina contra meningite do tipo B não é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que ainda gera dúvidas entre famílias.

A secretaria também reforçou que realiza busca ativa de pessoas não vacinadas e adota quimioprofilaxia — uso preventivo de medicamentos — em indivíduos que tiveram contato próximo com casos confirmados.

Doença exige atenção rápida

A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ser causada por vírus, bactérias ou outros agentes. As formas bacterianas são consideradas as mais graves devido à rápida evolução.

Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, vômitos, sonolência e alterações de comportamento, especialmente em crianças.

Autoridades de saúde reforçam a importância de procurar atendimento médico imediato diante de sinais suspeitos, já que o diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para reduzir complicações e mortes.

Monitoramento contínuo

O cenário segue sob monitoramento da SES-MT, que mantém protocolos de investigação rápida de casos suspeitos e ações educativas voltadas à população. Com a repercussão dos episódios recentes, a meningite voltou ao centro do debate no estado, especialmente em relação à vacinação, vigilância epidemiológica e resposta rápida diante de novos casos.

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