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Médica francesa é assassinada em João Pessoa; namorado suspeito é encontrado morto no dia seguinte

Corpo da vítima foi ocultado em mala e incendiado; polícia investiga possível ligação de facção na morte do suspeito e busca homem envolvido na ocultação do crime

Publicado em 17 de Março de 2026 às 13:34

Uma médica francesa aposentada de 73 anos, identificada como Chantal Etiennette Dechaume, foi assassinada em João Pessoa pelo namorado, o brasileiro Altamiro Rocha dos Santos, segundo a Polícia Civil da Paraíba. Dias após o crime, o próprio suspeito foi encontrado morto, com sinais de extrema violência decapitado e com mãos e pés amarrados.

 

De acordo com as investigações, o corpo da vítima foi colocado dentro de uma mala e abandonado no bairro de Manaíra. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Altamiro transporta a mala com o corpo, tanto no elevador do prédio onde moravam quanto na rua. Posteriormente, um homem em situação de rua foi utilizado para atear fogo no corpo, após receber drogas como pagamento.

 

A perícia apontou que Chantal foi morta com golpes de faca na região do tórax dentro do apartamento onde vivia, e exames confirmaram a presença de sangue no local. A dinâmica completa do crime ainda segue em análise.

 

Chantal era de nacionalidade francesa e havia se mudado para o Brasil após se aposentar, escolhendo João Pessoa para viver. Ela possuía uma renda mensal significativa proveniente da aposentadoria no exterior e, segundo a polícia, ajudava a sustentar o companheiro, que não tinha renda fixa. O relacionamento entre os dois começou durante a pandemia, após se conhecerem na orla da cidade.

 

A motivação do crime, conforme a Polícia Civil, pode estar ligada a conflitos no relacionamento, especialmente por conta do uso de drogas por parte do suspeito, o que não era aceito pela vítima. Apesar de relatos de uma discussão recente, não havia histórico frequente de brigas. O caso é tratado como feminicídio e considerado esclarecido pelas autoridades.

 

O homem em situação de rua que ateou fogo no corpo foi identificado, mas ainda não localizado. Segundo a polícia, ele não participou diretamente do assassinato e deverá apenas prestar depoimento.

 

No dia seguinte ao crime, Altamiro foi encontrado morto no bairro João Agripino. A principal linha de investigação aponta possível envolvimento de uma facção criminosa, que teria reagido ao crime por conta da repercussão e da presença policial na região. Até o momento, ninguém foi preso.

 

A Polícia Civil também acionou o consulado da França no Brasil para localizar os familiares da vítima. Após o contato, foi informado que a família deverá indicar um advogado para dar andamento ao processo de traslado do corpo para a França. O corpo de Chantal permanece no Instituto de Polícia Científica da Paraíba, aguardando liberação.

 

A cronologia do caso indica que a vítima foi vista pela última vez no dia 7 de março. Já no dia 10, o suspeito foi flagrado saindo com a mala contendo o corpo, abandonando-a na calçada e retornando ao local durante a madrugada do dia seguinte, quando o corpo foi incendiado.

 

Embora o assassinato da médica já tenha sido esclarecido, a polícia segue com investigações em andamento para apurar as circunstâncias da morte do suspeito e localizar o homem envolvido na ocultação do corpo.

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