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Médico é indiciado por abuso sexual contra pacientes durante exames em Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou um médico de 31 anos suspeito de abusar sexualmente de pelo menos duas pacientes durante a realização de exames de imagem em uma clínica localizada no bairro Santa Efigênia, na região Centro-Sul de Belo Hori

Publicado em 23 de Fevereiro de 2026 às 11:06

Uma das vítimas, de 18 anos, relatou que compareceu à clínica no dia 11 de fevereiro para realizar um exame de imagem do abdômen. Durante o atendimento, o médico teria sugerido, sem solicitação do profissional que a acompanhava, a realização de um ultrassom transvaginal como procedimento complementar. Segundo a delegada responsável pelo caso, durante o exame o suspeito teria introduzido os dedos na parte íntima da paciente sem o uso de luvas e sem fornecer qualquer explicação prévia.

Ainda de acordo com o relato, o médico teria exposto o órgão genital, feito perguntas de cunho íntimo, utilizado termos inadequados para se referir à paciente e realizado toques sem consentimento. A jovem conseguiu deixar a sala, procurou ajuda imediatamente e acionou a polícia. O médico negou as acusações.

Após a denúncia, o profissional foi preso em flagrante. A prisão foi posteriormente convertida em preventiva por decisão judicial, a pedido da Polícia Civil. As apurações apontaram que o médico extrapolou completamente os limites éticos e técnicos do atendimento médico. Um dos elementos considerados relevantes pela investigação foi o fato de ele não ter apresentado a gravação das imagens do exame transvaginal, procedimento que normalmente é registrado.

Testemunhas que atuam na clínica, incluindo profissionais da equipe e a administração do local, afirmaram que não tinham conhecimento da realização do exame vaginal, ressaltando que, em situações desse tipo, a equipe costuma ser previamente comunicada para dar suporte ao procedimento.

Durante o andamento das investigações, uma segunda denúncia foi formalizada. Outra paciente afirmou que o médico teria adotado conduta semelhante durante um exame realizado em dezembro do ano passado, incluindo o trancamento da porta da sala, perguntas invasivas sobre a vida sexual e toques íntimos sem autorização.

O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais informou, por meio de nota, que todas as denúncias recebidas são apuradas conforme as normas do Código de Processo Ético-Profissional. Já a clínica onde os atendimentos ocorreram declarou que está colaborando com as investigações e afirmou que mantinha com o médico apenas uma relação comercial de cessão de espaço, sem vínculo empregatício.

A defesa do investigado foi procurada, mas não se manifestou até o momento.

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