Mulher liga ao 190 fingindo pedir “pizza” para denunciar violência doméstica em SP
Atendente da PM entendeu o pedido de socorro e ajudou vítima a escapar de agressor armado dentro de casa.
Publicado em 27 de Maio de 2026 às 16:00
Uma mulher vítima de violência doméstica conseguiu pedir ajuda à Polícia Militar ao fingir fazer um pedido de pizza durante uma ligação para o 190, na noite da última sexta-feira (23), no bairro Jardim São Francisco, na Zona Sul de São Paulo. A ação foi registrada pela câmera corporal de uma policial militar.
De acordo com a PM, a atendente percebeu que se tratava de um pedido de socorro e passou a conduzir a conversa de forma estratégica para obter informações sobre a localização da vítima sem levantar suspeitas. Em seguida, equipes do 37º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano foram acionadas.
Durante a chamada, a mulher simulou um pedido de pizza enquanto respondia às perguntas da policial sobre o endereço. Em determinado momento, ela pediu para ser avisada quando o “motoboy” chegasse, explicando que morava nos fundos da residência.
Ao chegarem ao local, os policiais ligaram para a vítima informando que “a pizza havia chegado”. A mulher saiu da casa bastante abalada e relatou que vinha sendo ameaçada pelo companheiro, que estaria armado e tentando obrigá-la a manter relações sexuais contra sua vontade na frente da filha do casal, de apenas 3 anos.
Segundo o depoimento, o homem também a empurrou contra a parede, abaixou sua roupa à força e a ofendeu verbalmente. Ainda conforme o relato, ele utilizou um espelho para agredi-la, e os estilhaços acabaram atingindo a criança, que sofreu ferimentos aparentes nos olhos e precisou ser encaminhada ao Hospital M’Boi Mirim para exames.
Pouco depois, o suspeito tentou sair da residência levando uma mochila, um capacete e algumas roupas, mas foi abordado e preso pelos policiais.
Dentro da casa, os agentes localizaram um revólver calibre .38 com numeração raspada, além de cinco munições intactas.
A ocorrência foi registrada no 47º Distrito Policial. O homem segue preso e responderá por lesão corporal no contexto de violência doméstica, ameaça, violência psicológica contra a mulher, dano, perigo para a vida ou saúde de outrem e posse ilegal de arma de fogo.