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Mulher sobrevive após receber duas doses de injeção letal nos EUA

Christa Gail Pike permaneceu viva após o procedimento no Tennessee; caso levou à suspensão de execuções e à abertura de uma investigação.

Publicado em 01 de Outubro de 2026 às 15:25

A tentativa frustrada de execução de Christa Gail Pike, no Tennessee, chamou atenção para possíveis falhas nos protocolos de pena de morte nos Estados Unidos. Condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, em 1995, Pike, de 50 anos, recebeu duas doses de pentobarbital na Instituição de Segurança Máxima Riverbend, em Nashville, mas permaneceu viva.

Testemunhas relataram que ela continuou respirando após a segunda aplicação e chegou a reclamar de uma forte sensação no braço. Diante da situação, o procedimento foi interrompido e Pike foi levada de ambulância para atendimento hospitalar.

Especialistas explicam que, embora raro, é possível sobreviver a uma injeção letal por falhas técnicas, dificuldades no acesso intravenoso ou pela resposta do organismo às substâncias utilizadas.

Segundo o Death Penalty Information Center, o caso é considerado incomum, já que não havia registro de alguém que tivesse sobrevivido após receber efetivamente os medicamentos previstos no protocolo de execução.

Após o episódio, o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as execuções previstas para o restante de 2026 e determinou uma investigação independente sobre os procedimentos adotados no estado.

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