Polícia investiga mortes de bebês em hospital de São Paulo; 36 mães buscam respostas
Famílias suspeitam de infecções hospitalares e possíveis falhas no atendimento; Polícia Civil investiga as circunstâncias das mortes.
Publicado em 23 de Outubro de 2026 às 07:10
A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar mortes de bebês registradas no Hospital Salvalus, localizado na Mooca, zona leste da capital paulista, e administrado pela rede Hapvida. Segundo reportagem do Metrópoles, 36 mães que perderam seus filhos estão em contato com uma advogada em busca de esclarecimentos sobre os casos.
Até o momento, o 8º Distrito Policial, no Brás, investiga oficialmente seis mortes. Entretanto, a reportagem teve acesso a 16 certidões de óbito. Entre as suspeitas levantadas pelas famílias estão possíveis infecções adquiridas durante a internação, que teriam provocado complicações graves, como sepse e choque séptico.
Um dos casos envolve Gael França da Silva, que deu entrada no hospital aos quatro meses de idade, após apresentar inflamação na garganta. Durante a internação, o bebê desenvolveu complicações graves, incluindo necrose em um dos pés. Ele morreu aos sete meses, e a certidão de óbito apontou choque séptico, sepse, pneumonia e outras complicações.
Outro caso é o de Guilherme Ferreira Miranda, que morreu após um período de internação marcado por complicações, paradas cardiorrespiratórias e hemorragias. Já Alice Vitória de Andrade Reis, que possuía condições de saúde preexistentes, morreu aos 1 ano, após aproximadamente seis meses internada. Sua mãe suspeita que a criança tenha contraído uma infecção bacteriana no ambiente hospitalar.
A Secretaria da Segurança Pública informou que os casos foram comunicados à polícia na quarta-feira (21). As investigações incluem depoimentos de profissionais de saúde e testemunhas, além da análise dos prontuários médicos, para esclarecer as circunstâncias das mortes e verificar possíveis responsabilidades.
Em nota, a Hapvida afirmou que os pacientes apresentavam condições clínicas distintas e de elevada gravidade. Segundo a rede, todos receberam assistência contínua, multidisciplinar e tratamentos individualizados conforme suas necessidades.
As causas e eventuais responsabilidades pelas mortes ainda estão sob investigação.