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Professora de Direito é assassinada por aluno dentro de faculdade em Porto Velho

Juliana Santiago, de 41 anos, foi atacada a facadas após o fim da aula; crime é investigado como feminicídio

Publicado em 09 de Fevereiro de 2026 às 17:34

Juliana Santiago, de 41 anos, era professora de Direito Penal no Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho, e também atuava como escrivã da Polícia Civil. Ela foi assassinada a facadas na noite desta sexta-feira 06/02, dentro de uma sala de aula da instituição, logo após o encerramento da aula do 5º período do curso de Direito. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Pouco antes do crime, Juliana havia promovido uma dinâmica em sala de aula com os estudantes. A atividade incluiu a distribuição de chocolates e a realização de um quiz jurídico, previamente anunciado por e-mail enviado à turma, no qual a professora deu boas-vindas ao início do semestre e propôs uma aula mais interativa e descontraída. Segundo relatos de alunos, entre os vencedores do quiz estava João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, apontado como autor do ataque.

De acordo com informações da polícia, após o término da aula, o aluno aguardou que a professora permanecesse sozinha na sala para iniciar uma discussão. Em seguida, ele a atacou com uma faca, atingindo-a em regiões vitais. Juliana foi socorrida por estudantes e levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber atendimento médico.

Após o ataque, o suspeito tentou fugir, mas foi contido ainda dentro da instituição por um aluno que é policial militar. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia. Em depoimento preliminar, o estudante alegou ter mantido um relacionamento com a professora e afirmou que o crime teria sido motivado por vingança. A versão, no entanto, não foi confirmada pela família da vítima nem pelas autoridades, que seguem apurando as circunstâncias do caso.

A faculdade emitiu nota de pesar lamentando a morte da professora e informou a suspensão das aulas por três dias. Instituições de ensino, colegas de profissão e alunos manifestaram pesar nas redes sociais, destacando a atuação profissional, o compromisso com o ensino e a postura acolhedora de Juliana em sala de aula.

O corpo da professora foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e liberado na tarde de sábado 07/02. Em seguida, foi realizado o traslado para Salvador (BA), cidade onde ocorrerão o velório e o sepultamento. A família não divulgou o local nem o horário das cerimônias.

Descrita por alunos como uma profissional dedicada, humana e inspiradora, Juliana Santiago se destacava por adotar metodologias inovadoras, buscando tornar as aulas mais dinâmicas e acessíveis. Além da carreira acadêmica, ela exercia a função de escrivã da Polícia Civil, conciliando o trabalho na segurança pública com a docência no ensino superior.

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