Menu

Soldado da Polícia Militar do Espírito Santo é preso após agredir companheira e ameaçar colegas em Vitória

Confusão ocorreu após bloco de Carnaval em Jardim Camburi; militar resistiu à prisão, atacou sargento e responderá também por crimes no âmbito da Lei Maria da Penha

Publicado em 23 de Fevereiro de 2026 às 10:20

Um soldado da Polícia Militar do Espírito Santo foi preso na noite de sábado 21/02, em Vitória, após agredir a própria companheira, que também é policial militar, e ameaçar colegas de farda durante uma confusão no estacionamento de um supermercado no bairro Jardim Camburi. O episódio ocorreu após o desfile de um bloco de Carnaval e mobilizou várias equipes da corporação.

Segundo a Polícia Militar, uma viatura que realizava patrulhamento foi acionada para atender a ocorrência de briga no local. Ao chegarem, os agentes encontraram o casal e um amigo. O soldado, identificado como Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, apresentava comportamento extremamente alterado, desobedeceu às ordens policiais e tentou continuar as agressões contra a mulher, de 27 anos.

Diante da resistência, foi necessário o uso de spray de pimenta e bastão para contê-lo. Mesmo assim, o militar passou a ameaçar os colegas. Durante a tentativa de algemá-lo, ele desferiu um soco no rosto de um sargento, quebrando os óculos do policial. Outras equipes foram acionadas e quatro militares participaram da imobilização. O soldado sofreu escoriações leves durante a contenção.

A vítima relatou que havia se desencontrado do companheiro durante o bloco de Carnaval e que, ao reencontrá-lo no estacionamento, foi retirada à força do carro e agredida no rosto. Ela afirmou ainda que sofria ameaças frequentes, que o soldado mantinha comportamento controlador e já havia dito que poderia atirar em sua mão ou joelho. Seguranças do estabelecimento confirmaram que o agressor lançou a policial ao chão e desferiu golpes contra sua cabeça.

Após o ocorrido, a mulher apresentava marcas pelo corpo e manifestou a intenção de solicitar medidas protetivas de urgência. Por orientação do comando, a arma funcional da policial foi recolhida e entregue à unidade responsável.

O agressor foi conduzido à delegacia e autuado em flagrante por lesão corporal, injúria e ameaça no contexto da Lei Maria da Penha, além de ameaça, resistência e desacato. Após os procedimentos, ele foi encaminhado ao presídio militar.

A Corregedoria da Polícia Militar informou que será instaurado Inquérito Policial Militar para apurar os fatos. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o soldado poderá sofrer sanções administrativas e penais, incluindo a possibilidade de exclusão da corporação.

Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.